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quinta-feira, outubro 01, 2009
Outubro
Tanta gente no meu rumo
Mas eu sempre vou só
Nessa terra desse jeito
Já não sei viver
Deixo tudo deixo nada
Só do tempo eu não posso me livrar
E ele corre para ter meu dia de morrer
Mas se eu tiro do lamento um novo canto
Outra vida vai nascer
Vou achar um novo amor
Vou morrer só quando for
E jogar no meu braço no mundo
Fazer meu outubro de homem
Matar com amor essa dor
Vou
Fazer desse chão minha vida
Meu peito é que era deserto
O mundo já era assim
Tanta gente no meu rumo
Já não sei viver só
Foi um dia e é sem jeito
Que eu vou contar
Certa moça me falando alegria
De repente ressurgiu
Minha história está contada
terça-feira, janeiro 18, 2005
Quem é você?
quem é você
por que te vejo sem te ver
quem é você
sabe você,
por que te sinto sem te ver
quem é você,
por que te espero sem saber
que é você
quem sabe lá,
no fim do coração
você é só prá mim a solidão
quando eu te ver,
não sei se vou me conhecer
o que vai ser
será por mim, por ti,
porque decerto nem sei mais,
por onde anda a minha paz
quem é você,
por que te amo sem querer,
alguém por mim,
me faça enfim te conhecer
prá eu ser feliz
por que te vejo sem te ver
quem é você
sabe você,
por que te sinto sem te ver
quem é você,
por que te espero sem saber
que é você
quem sabe lá,
no fim do coração
você é só prá mim a solidão
quando eu te ver,
não sei se vou me conhecer
o que vai ser
será por mim, por ti,
porque decerto nem sei mais,
por onde anda a minha paz
quem é você,
por que te amo sem querer,
alguém por mim,
me faça enfim te conhecer
prá eu ser feliz
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Milton Nascimento,
Zizi Possi
quarta-feira, dezembro 15, 2004
Feito Nós
Feito um anjo decadente
Meio santo, meio gente, à meia luz
Feito virgem inocente
Meio Deus, meio demônico, feito nós
Feito bicho em longo cio
Meio bom, meio ruim, quase normal
Feito a vida, enlouquecida
Meio morte, meio gozo
E carnaval
Séculos de lutas e de luto
Máscaras de dor e de arrôgancia
Décadas de nomes e de fome
Pátrias dissolvidas pelo poder
Lâmina que corta a carne fraca
Código de ética da raça
Máquina que mata sem remorso
Mácula na branca luz da manhã
Feito um mártir meio ingênuo
Meio burro, meio gênio nada mais
Feito louco, feiticeiro
Meio Cristo, meio Exu e Satanás
Mágicos e faunos na floresta
Lógica da física concreta
Cântico eternos como o vento
Tempo de escutar a terra falar
Lágrimas de todas as crianças
Dádiva de amor e de esperança
Pálido o futuro nos abraça
Bêbado dos homens e seu licor...
(Milton Nascimento)
Meio santo, meio gente, à meia luz
Feito virgem inocente
Meio Deus, meio demônico, feito nós
Feito bicho em longo cio
Meio bom, meio ruim, quase normal
Feito a vida, enlouquecida
Meio morte, meio gozo
E carnaval
Séculos de lutas e de luto
Máscaras de dor e de arrôgancia
Décadas de nomes e de fome
Pátrias dissolvidas pelo poder
Lâmina que corta a carne fraca
Código de ética da raça
Máquina que mata sem remorso
Mácula na branca luz da manhã
Feito um mártir meio ingênuo
Meio burro, meio gênio nada mais
Feito louco, feiticeiro
Meio Cristo, meio Exu e Satanás
Mágicos e faunos na floresta
Lógica da física concreta
Cântico eternos como o vento
Tempo de escutar a terra falar
Lágrimas de todas as crianças
Dádiva de amor e de esperança
Pálido o futuro nos abraça
Bêbado dos homens e seu licor...
(Milton Nascimento)
Quem sabe isso quer dizer amor
Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo a frente do sol
Abri a porta e antes de entrar, revi a vida inteira
Pensei em tudo que é possível falar
Que sirva apenas para nós dois
Sinais de bem desejos vitais
Pequenos fragmentos de luz
Falar da cor dos temporais
De céu azul das flores de abril
Pensar além do bem do mal
Lembrar de coisas que ninguém viu
O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor, estrada de fazer o sonho acontecer
Pensei no tempo e era tempo de mais
E você sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça
Eu simplesmente não consigo parar
Lá fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar
Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você
O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor, estrada de fazer o sonho acontecer
(M. Nascimento/L. Borges)
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Lô Borges,
Milton Nascimento
sábado, novembro 27, 2004
A lua girou
A Lua Girou
adaptação: milton nascimento
A lua girou traçou no céu um compasso
Eu também quero fazer
Um travesseiro nos teus braços
Travesseiro dos meus braços
Só não faz quem não quiser
Um travesseiro dos meus braços
A Lua Girou
canção tradicional da bahia
A lua girou, girou,
Traçou no céu um compasso.
Eu só queria fazer
Um travesseiro dos seus braços.
Travesseiro dos meus braços,
Só não faz quem não quiser.
Sustenta a palavra de homem,
Que eu sustento a de mulher.
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