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quinta-feira, dezembro 27, 2007

Redescobrir

Como se fora brincadeira de roda, memória
Jogo do trabalho na dança das mãos, macias
O suor dos corpos na canção da vida, história
O suor da vida no calor de irmãos, magia
Como um animal que sabe da floresta, perigosa
Redescobrir o sal que está na própria pele, macia
Redescobrir o doce no lamber das línguas, macias
Redescobrir o gosto e o sabor da festa, magia
Vai o bicho homem fruto da semente, memória
Renascer da própria força, própria luz e fé,
memória
Entender que tudo é nosso, sempre esteve em nós,
história
Somos a semente, ato, mente e voz, magia
Não tenha medo, meu menino bobo, memória
Tudo principia na própria pessoa, beleza
Vai como a criança que não teme o tempo, mistério
Amor se fazer é tão prazer que é como se fosse dor,
magia
Como se fora brincadeira de roda, memória
Jogo do trabalho na dança das mãos, macias
O suor dos corpos na canção da vida, história
O suor da vida no calor de irmãos, magia


[Gonzaguinha]

sábado, outubro 02, 2004

Diga lá, meu coração


São coisas dessa vida tão cigana. Caminhos como as linhas dessa mão. Vontade de chegar e olha eu chegando. E vem essa cigarra no meu peito já querendo ir cantar noutro lugar

Diga lá, meu coração
da alegria de rever essa menina
E abraçá-la
E beijá-la

Diga lá, meu coração
conte as histórias das pessoas
Das estradas
Dessa vida
Chore essa saudade estrangulada
Fale, sem você não há mais nada
Olhe bem nos olhos da morena
e veja lá no fundo a luz daquele
sol de primavera
Durma qual criança no seu colo
Sinta o cheiro forte do teu solo
Passe a mão nos seus cabelos negros
Diga um verso bem bonito
e vai embora

Diga lá, meu coração
que ela está dentro
do teu peito
e bem guardada
e que é preciso
mais que nunca
prosseguir
Prosseguir
(Espere por mim, morena
Espere que eu chego já
O amor por você...)